Professor de Curitiba planeja casa sustentável e inteligente

A cidade de Curitiba está prestes a ter uma casa sustentável totalmente planejada. A casa do professor Eloy Casagrande serve como uma espécie de laboratório onde são testadas diversas alternativas sustentáveis para a construções.

Para a construção da casa somente as fundações foram feitas em concreto, as paredes externas parecem madeira, mas é PVC, um sistema construtivo que utiliza “woodframe”, ou seja, painéis de madeira em revestimentos internos e externos. As janelas foram feitas em laboratório, pelo uso de um eucalipto mais resistente, modificado geneticamente.

A escada que leva para o segundo andar da casa é feita de madeira reaproveitada, resíduos de uma fábrica de escadas. Sobras, do tamanho de tocos, compõem a escadaria, que se apresenta como um mosaico, formando uma estrutura que parece obra de arte.

As paredes internas duplas são feitas em madeira de reflorestamento e possuem certificado ambiental. Sua forração é toda em fibras de PET e placas de borracha provenientes de pneu reciclado.

Casagrande explica que foram usadas 30 garrafas recicladas para cada metro quadrado. No total foram retiradas do meio ambiente sete mil garrafas. Segundo o professor, a forração em PET dá uma sensação agradável para quem está dentro de casa, tanto em dias quentes quanto em dias frios.

Para fabricar uma manta de revestimento de um metro quadrado e cinco milímetros de espessura, foram utilizados três pneus o que significa que ao todo no projeto, foi evitado o descarte de 540 pneus no meio ambiente.

Um dos destaques da casa é o terraço localizado no segundo andar que é todo forrado em grama. “É um isolamento térmico-acústico. Além de beneficiar a estética da cidade – se todos os prédios tivessem um telhado verde, seria uma maravilha – absorve água e carbono, e eu reduzo a temperatura interna de 3°C a 5°C”, declarou Casagrande, em entrevista ao G1.

Ele explica que o telhado verde tem um sistema de impermeabilização especial, com técnicas avançadas. A borracha de impermeabilização é feita de restos aproveitados de solas de sapato proveniente de uma fábrica.

A casa eficiente também tem sistema de coleta de água da chuva para aproveitamento na rega e vasos sanitários. A energia também será produzida de maneira limpa e sustentável. O sol e o vento trabalharão juntos para fornecer a eletricidade necessária para o consumo, com placas solares e turbinas de energia eólica que serão instaladas no telhado. Dentro da casa, os relógios mostram a quantidade de energia gerada, consumida e excedente. Toda a energia, inclusive a extra, vai depender das condições climáticas. Em caso de sobra, o proprietário pode gerar energia para a companhia elétrica em um sistema inteligente de geração e consumo.

Para finalizar, nada melhor do que ter um veículo elétrico para chegar em casa que pode ser abastecido sob estas condições (limpas). O projeto da casa, que funciona como um laboratório, somou-se à Universidade Tecnológica Federal do Paraná no projeto do automóvel, que ainda é protótipo. A energia gerada na casa também pode alimentar o carro de maneira sustentável e gratuita.

Segundo o professor a construção desta casa sairia 20% mais cara que uma casa comum, mas ao longo dos anos a residência ficaria mais barata por causa da manutenção.

 

Fonte: Portal G1

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